13 de nov de 2009

Qual foi a Sexta Feira 13 mais louca que você já teve?

Eu tinha 14 anos.

Bem naquela idade onde qualquer menina que tenha tudo no lugar é atraente.

Os pais de Mel - que na verdade se chamava Vanessa, mas a gente a chamava de Mel porque ela parecia com Mel Gibson. O que era uma maldade. Mel Gibson era bem mais presença – estavam viajando e deixaram a irmã dela tomando conta da casa.

Como toda adolescente que se preze, a irmã de Mel, que tinha 17 anos, trancou-se no quarto com Beto da Jaqueta (que ignorava os 36 graus – na água – que sempre fazia no Recife e ia para todos os lugares com uma jaqueta de couro) e passou o fim de semana lá.

Como era uma sexta-feira 13, decidimos alugar 13 filmes de terror para comemorar a data. Colocamos a fita no videocassete e começamos a maratona.

Eu estava sentado entre Mel e Roberta Gambá (que era uma gatinha, mas não tinha Leite de Rosas que desse jeito). Consequentemente, joguei todo o meu charme pra cima de Mel. Incluindo aquela velha espreguiçada para colocar meu braço por cima do ombro dela.

Na metade do segundo filme, nós já estávamos de mãos dadas. No final, ela já estava com a cabeça no meu ombro.

Apesar do torcicolo por não me mexer para não balançar a cabeça de Mel, eu já estava bolando um plano para conseguir dar um beijo.

Depois de pensar bastante, tive uma ideia genial. Virei pra Mel e falei: se tiver com medo, pode me beijar.

Para tudo, para tudo. Como assim “me beijar?!”

Olhei para os lados procurando ajuda e só vi Roberta Gambá abraçada com a almofada (que depois eu soube que foi incinerada) e a cara de quem não estava entendendo nada de Mel.

Sem saber o que fazer, decidi fingir um ataque de tosse e corri para o banheiro.

Lavei as mãos, o rosto, o cotovelo, o pescoço e quando não tinha mais o que lavar, saí do banheiro.

Quando cheguei na sala, todo mundo estava dormindo, menos Roberta Gambá, que continuava abraçando a almofada.

Sentei ao lado dela, segurei a ânsia e dei um sorriso. Ela olhou pra mim, também sorriu e me beijou.

Pensei: Bem, já que está todo mundo dormindo, ninguém precisa saber de nada.

Passei a respirar apenas pela boca e encarei.

Depois de um tempo ela disse que tinha que ir pra casa. Fui com ela e depois de dar uns amassos no elevador (bons tempos quando os elevadores não tinha câmera, hein?) a deixei na porta de casa.

Até hoje, quando passa um filme de terror na TV, me lembro daquele dia. Afinal de contas, minha melhor camisa foi pro lixo naquela sexta-feira 13.





5 comentários:

Ma disse...

este foi, sem sombra de dúvida, o post mais fedido e mais nojento que já li aqui.
medo dessas suas "amigas" da adolescência.

Marizete disse...

Fiquei com meda dessa história !!!

Nathália disse...

Se você fosse eu, teria encarado a tal Roberta Gambá facilmente.

Nunca aprendi a respirar direito pelo nariz.
Muito bom o texto, as usual.

Cleyton Cabral disse...

Hey, vc é o paulo que eu já troquei e-mails. Vi seu twitter no de Nathália. Legal seu blog. abs

Duda Leal disse...

Olha Cabral escondendo o jogo! Gostei visse... visitarei mais =]

=*